Canil d´Alpetratínia d´Alpetratínia Kennel



Cão da Serra da Estrela de Pêlo Curto e de Pêlo Comprido

Estrela Mountain Dog Short and Long Hair




sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Puka


Puka

Quando morre um cão, há uma tristeza específica. É fina e espeta-se no pensamento. Aleija só de imaginar. Deriva da pena de não termos sido capazes de estar à altura da pureza, da generosidade absoluta

José Luís Peixoto
12:43 Quarta feira, 20 de Fevereiro de 2013


Está deitada ao meu lado, a ressonar. Acredito que o som dos meus dedos no teclado do computador também a tranquiliza: o ritmo certo/incerto destas palavras: letras-letras-letras espaço letras-letras-letras espaço. Se assim for, se a minha escrita contribuir para a paz do seu sono, está apenas a devolver-lhe aquilo que também recebe deste corpo encostado a mim, a respirar profundamente, como se essa fosse a sua resposta ao tempo.
Quando lhe pouso a mão em cima, deixa-me fazer tudo. Não se incomoda. Essa é a forma que tem de mostrar a sua confiança ilimitada. Não acorda, como se escolhesse não acordar. Oferece o corpo às minhas festas e, se a aperto com um pouco de mais força, deixa escapar um som de prazer preguiçoso, arrastado, nasce-lhe na garganta.
Noutras horas, quando sente um barulho mínimo nas escadas, começa por rosnar e, se o barulho continua, quer ladrar contra a porta fechada. É preciso chamá-la e convencê-la a pensar noutro assunto. Agora, esses episódios parecem histórias inventadas. Neste momento, abrir os olhos e voltar a fechá-los logo a seguir é o máximo de incómodo que aceita. Está tão calma, tem tanto vagar. Às vezes, debaixo das minhas festas, espreguiça-se longamente. Depois, perde a força nos músculos e afunda-se ainda mais no sono.
Eu já estava aqui sentado, a escrever, quando ela chegou muito direita. Caminhou na minha direção sem hesitar, com as patinhas a riscarem um som leve. Numa agilidade súbita, deu um pequeno salto e ficou ao meu lado. Então, encostou-se à minha perna, formámos uma pequena união de calor, e adormeceu.
Foi também assim que chegou à minha vida. Eu não esperava nada, não procurava nada, ela chegou e, sem forçar, conquistou-me inteiro com a sua presença. Quando lhe faço festas na cabeça, os seus olhos descobrem-se entre o pêlo. Há uma certa tristeza nesse olhar antigo, como se carregasse restos de uma mágoa. Compreendo-a e, às vezes, chego a acreditar que também ela me compreende a mim, também ela é capaz de distinguir essa mesma idade no meu olhar, esse silêncio. Encontrámo-nos aqui, mas viemos de lugares distantes.
Durante o dia, passeia sossegada pela casa. Só ela sabe onde vai. Com frequência, escolhe um quadrado de sol no chão e deixa cair as orelhas. Nessas ocasiões, está preparada para qualquer surpresa.
De todas as palavras que existem no mundo, há duas que a enchem de eletricidade: "rua" e "bola". Rejuvenesce com cada uma delas, enlouquece. Na rua, muito interessada, como se estivesse a tomar conhecimento das últimas notícias, vai sempre cheirar os mesmo cantos. Fingindo não fazer caso, partilhamos o pudor do momento em que baixa as duas patinhas de trás e, depois, se afasta de uma pequena poça de chichi. Com a bola, dá saltos no ar, apoia-se em duas patas, chega a ficar assim alguns segundos, como no circo, e parece cega quando corre para apanhá-la. Vai buscá-la onde for preciso.
Quando eu andava na escola primária, numa visita de estudo ao Jardim Zoológico de Lisboa, admirei-me com o cemitério dos animais de estimação. Estava habituado a cães que mal tinham nome, que eram levados numa saca e enterrados no campo. Durante anos, habituávamo-nos a ver um cão quando passávamos numa certa rua, depois, um dia, deixávamos de vê-lo. Era assim.
Hoje, com esta cadelinha, sinto-me como aquele velho mal-humorado, a queixar-se de tudo, a culpar sempre os outros, mas que se derrete com os netos, lhes permite tudo, e quase parece outra pessoa. Talvez por isso, sou agora capaz de compreender que, quando morre um cão, há uma tristeza específica. É fina e espeta-se no pensamento. Aleija só de imaginar. Deriva da pena de não termos sido capazes de estar à altura da pureza, da generosidade absoluta.
Aqui, o tempo desta sala continua à mesma cadência, letras-letras-letras espaço letras-letras-letras espaço. Às vezes, ela estremece de repente. O arco da respiração perturba-se. Está talvez a sonhar. Aperto-a de encontro a mim. Nada te pode fazer mal, pequenina. Eu protejo-te com a mesma dedicação com que me proteges. Esta companhia que partilhamos é eterna.


Ler mais: http://visao.sapo.pt/puka=f713899#ixzz2Le8OWyI1

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

4ª Exposição Canina Nacional do Fundão



4th Fundão National Dog Show                                                                                                                                                                4 Exposición Nacional Canina de Fundão

4E Exposition Canine Nationale Fundão

domingo, 6 de janeiro de 2013

1ª Ninhada 2013

 JASMINE X SALAZAR

Mais de um ano depois, e só com a segurança de já haver casas para as novas estrelas, mais uma ninhada d' Alpetratínia. Nascida a 03/01/2013 - 4 machos e 3 fêmeas.


A mãe Ch. Port. JASMINE D' ALPETRATÍNIA

Com 3 dias a ninhada durante um fugida da mãe à rua...

Com 3 dias o maior (por agora) ladeado pelos 2 mais pequenos (por agora)...

Uma das novas estrelas já a contactar com uma referência do avô Multi Ch. CABAL D' ALPETRATÍNIA (Leão)

O pai SALAZAR - um cão que cumpre diariamente a função original da raça.


Alpetratínia new litter 
Data de Nascimento / DOB - 03/01/2013
Cão da Serra da Estrela de Pêlo Curto
Short-Hair Estrela Mountain Dog
Pai/Sire: Salazar
Mãe/Dam: Jasmine d´Alpetratínia
4 Machos/Males
3 Fêmeas/Females

domingo, 30 de dezembro de 2012

Novidades em 2013









Foi atualizado o calendário de Exposições previstas para 2013, com as exposições Nacional do Fundão e Especializada dos Chocalhos 2013.


Be happy!


Duas mães, o mesmo sentimento!
Two mothers, same feeling!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

cãotradições



ANAFAIA LANÇAM 1.º CD
RCB
O grupo Anafaia lança o seu primeiro CD na próxima sexta-feira na Moagem, a partir das 21h 30m. O trabalho, com 12 temas, resulta de uma recolha realizada durante os dois anos de existência do grupo fundanense.por Paula Brito RCB
Segundo Nelo Abrantes, um dos 9 elementos do grupo, neste trabalho "já conseguimos inserir dois originais: o pastor da transumância feito para os Chocalhos e um original do Carvalhal com letra de Nuno Pino Custódio", as restantes músicas resultam de uma recolha feita no concelho "escolhemos as mais conhecidas e demos-lhe uma nova roupagem".
Os Anafaia vêm publicado o seu primeiro CD com o apoio da câmara do Fundão. Esta primeira edição conta com 500 exemplares e é uma boa prenda de Natal para o grupo "para qualquer grupo é sempre bom ter um trabalho discográfico, não queremos parar e estamos já a trabalhar no próximo que será mais de originais, já temos um ou dois que iremos partilhar no sábado em Alpedrinha".
Na sexta-feira, na moagam o grupo Anafaia lança o CD Com tradições, no sábado, no teatro Clube de Alpedrinha protagonizam o espectáculo “Cão Tradições”. Um projecto que resulta de uma parceria com a Associação Homem do Saco e o Canil Alpetratínia. Um espectáculo que segundo João Silvino é um hino ao mundo rural "uma viagem pela nossa ruralidade e por alguns temas tradicionais que os Anafaia têm relacionados com actividades agrícolas como a apanha da cereja, a vida do pastor e o papel do cão na protecção do rebanho também farão parte do espectáculo". 
O espectáculo terá duas sessões, uma às 17h outra às 21h 30m, no próximo sábado no teatro clube de Alpedrinha. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

cãotradições




A associação Homem do Saco e o canil d’ Alpetratínia apresentam, no dia 8 de Dezembro no Auditório do Teatro Clube de Alpedrinha, em duas sessões (17.00h e 21.30h), o espetáculo de criação “cãotradições”.
Viajando sobre a ruralidade, atividades agrícolas tradicionais e personagens do imaginário coletivo local, com especial relevo para a pastorícia e a função do cão de proteção de rebanhos, assente em concerto do já reconhecido reportório e canções inéditas do grupo ANAFAIA, este espetáculo contará com especiais ambiências suportadas por projeção e figuração, incluindo a presença do “nosso” Cão da Serra da Estrela.
No dia em que se realiza, também em Alpedrinha, o II Capítulo da Confraria do Cão da Serra da Estrela, a oferta aos participantes e à comunidade deste evento tem como intenção, por parte de todos os envolvidos, dinamizar os valores tradicionais e contribuir para o enaltecer e a divulgação do património imaterial da nossa região.
No dia seguinte ao lançamento do seu “Primeiro Álbum”, estará à venda, antes e após os espetáculos este CD do grupo de música tradicional ANAFAIA.

Lotação limitada | Reservas através dos números 967630817/967134183

Entrada Livre

Organização – Homem do Saco – Associação de Artes Tradicionais|Canil d´Alpetratínia
Apoios – Teatro Clube de Alpedrinha|Município do Fundão